Pinheirinho: tiraram minha casa, tiraram minha vida

Dirigido pelo cineasta independente argentino Carlos Pronzzato, o documentário narra a violenta operação de reintegração de posse da comunidade do Pinheirinho realizada pela Polícia Militar de São Paulo e Guarda Civil Metropolitana de São José dos Campos, em 22 de janeiro de 2012.

Segundo o próprio diretor: “Este documentário narra os percursos de uma luta contra um Estado que não é de todos, mas apenas de uma minoria.”

O foco do filme, claro, está nas pessoas que sofreram a reintegração de posse, contendo bastante depoimentos dos ex-moradores e, até mesmo, imagens gravadas por eles próprios com suas câmeras em celulares. O objetivo é explicar como se deu essa operação e, talvez por isso, o diretor se concentra  nos dias de negociação e tensão que a antecederam, nas diversas imagens da cobertura jornalística durante a operação e nos dias imediatamente posteriores, visando documentar a violência do Estado contra aquela comunidade, as violações contra os direitos humanos sofridos por aquela população e, também, colher a opinião de diversos especialistas sobre as questões jurídicas que envolveram a desocupação daquela área.

Lançado nacionalmente no dia 03 de março de 2012, durante as comemorações dos oito anos da ocupação do Pinheirinho, o documentário foi exibido para os próprios moradores da comunidade no local onde eles ainda continuam se reunindo em assembleia todos os sábados: o Campão do Campo dos Alemães, em São José dos Campos.

PINHEIRINHO: tiraram minha casa, tiraram minha vida

“A neblina do amanhecer de 22 de janeiro de 2012 deu lugar à fumaça das bombas arremessadas contra a população de Pinheirinho, bairro popular organizado a partir de uma ocupação em São José dos Campos, São Paulo. As terras pertecem a um milionário especulador, que por 30 anos nunca as utilizou nem pagou impostos. Mas o Estado, ao invés de prendê-lo ou confiscar as terras, perdoou boa parte da dívida e devolveu-lhe o terreno, expulsando as mais de 1800 famílias que ali estavam desde 2004. Animais de estimação, livros, fotografias, brinquedos – todos silenciam, violentados, em meio às ruínas. Mas o Pinheirinho resiste. Este documentário narra os percursos de uma luta contra um Estado que não é de todos, mas apenas de uma minoria.”

Direção: Carlos Pronzato
Edição: Flávio Galvão
Pesquisa: Fábio Sosa
Produção: Rafael Beverari

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